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História

O Hipismo no Brasil

Conheça a história das entidades que mais contribuíram no desenvolvimento do hipismo no BR

06/02/2023 - 00:50 | Atualizado em 21/02/2023 - 13:10

No Brasil, a primeira competição de cavalos ocorreu em 1641 no Torneio de Cavalaria em Maurícea, hoje Recife, Pernambuco. A competição foi organizada pelo príncipe holandês João Mauricio de Nassau, que chegou ao país em 1637 com uma equipe que promoveu mudanças urbanas e culturais significativas. Dois grupos de cavaleiros participaram da prova, com portugueses e brasileiros vencendo a disputa.

D. Pedro I e D. Maria Leopoldina

Ao longo dos séculos XVIII e XIX, cavalgadas e torneios esportivos como corridas e simulações de combate se tornaram comuns no eixo Rio-São Paulo. Fazendeiros e aristocratas principalmente participavam de corridas rasas, algumas ocorrendo nas praias. As competições eram frequentemente assistidas pela nobreza, incluindo os jovens imperadores D. Pedro I e D. Maria Leopoldina.

Em meados do século XIX, as corridas rasas começaram a ser oficialmente disputadas com a criação do Clube de Corridas em 1847, tendo como primeiro presidente o duque de Caxias. Reconhecendo a importância do cavalo como arma de guerra, o governo incentivou a melhoria da criação nacional, importando garanhões Puro Sangue Inglês (PSI) da Europa. Isso estimulou ainda mais as corridas e motivou a fundação do Jockey Club Fluminense em 1854.

A marquesa de Santos incentivava as corridas em São Paulo, e o campo da Luz deu origem ao Clube de Corridas Paulistano em 1875, que mais tarde se tornou o Jockey Club da Mooca, precursor do Jockey Club de São Paulo.

O hipismo é um dos esportes mais tradicionais no Brasil, com raízes que remontam à época do Império. Desde então, o esporte passou por diversas transformações e hoje é praticado em todo o país, com destaque para as principais hipicas brasileiras, como o Clube Hípico Santo Amaro e a Sociedade Hípica Paulista.

Clube Hípico Santo Amaro

Fundado em 1936 por um grupo de 49 sócios liderados por João Carlos Kruel, o Clube Hípico de Santo Amaro nasceu com o objetivo de promover a prática do hipismo no país. Para isso, seus fundadores adquiriram a Chácara Street, também conhecida como Fazenda Itaquerê, que na década de 1930 já abrigava cavaleiros.

O antigo casarão da fazenda Itaquerê

Com uma área de 330.000 m2, o clube possui pistas de grama, areia e terra, além de um campo de polo. Entre as suas conquistas, o Clube Hípico de Santo Amaro realizou ao longo de sua existência concursos hípicos nacionais e internacionais, e participou de importantes eventos patrocinados por instituições privadas, como os Torneios do Banco Safra, Stock-Campari e Side Walk, e as Copas Chevrolet, H. Stern, Malboro e as America's Cup.

O clube, que hoje é reconhecido como um dos mais importantes polos de hipismo do país, teve um início modesto e desafiador. Nos primeiros anos de sua fundação, os cavaleiros do Clube Hípico de Santo Amaro não possuíam cavalos de linhagem específica para saltos e adestramentos. Os primeiros cavaleiros e cavalos surgiram na Força Pública Paulista, depois que alguns oficiais voltaram da Escola de Saumur, na França, onde dominavam com maestria as técnicas do hipismo.

Sociedade Hípica Paulista

Outra entidade importante para o hipismo no Brasil é a Sociedade Hípica Paulista. Um clube de hipismo fundado em 26 de agosto de 1911 no bairro do Brooklin, cidade de São Paulo. É o pioneiro e mais tradicional centro hípico do Brasil. Desde sua fundação, a hipica paulista tem sido responsável por formar diversos talentos do hipismo brasileiro e por sediar importantes eventos e competições nacionais e internacionais.

Um dos marcos da história da hipica paulista foi a formação da primeira equipe brasileira de saltos que participou das Olimpíadas de 1948 em Londres. Desde então, o clube tem se destacado na formação de novos talentos do esporte e na realização de importantes competições, como a tradicional Copa São Paulo de Hipismo.

Entre os nomes consagrados formados pela Sociedade Hípica Paulista, destacam-se Luíza Almeida e Doda, ambos medalhistas em competições internacionais. Luíza Almeida foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha em um Campeonato Pan-Americano, enquanto Doda foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica no hipismo.

Seletiva do Adestramento na Hípica Paulista rumo aos Jogos Pan-Americanos - Jun/2019

Além disso, a hipica paulista possui uma infraestrutura completa para a prática do hipismo, contando com diversas pistas de areia e grama, um moderno sistema de irrigação e drenagem, e um estábulo com capacidade para mais de 200 cavalos. O clube também oferece cursos e treinamentos para iniciantes e experientes, contribuindo para a difusão e desenvolvimento do hipismo no Brasil.

Confederação Brasileira de Hipismo

Em 1863, o Capitão do exército, Luiz Jacomé de Abreu de Souza, estabeleceu a Escola de Equitação de São Cristóvão, localizada no Rio de Janeiro. Isso marcou o início da oficialização dos esportes equestres clássicos no Brasil.

Em 1935, houve uma iniciativa para estabelecer uma entidade máxima para o hipismo no país. A Federação Brasileira de Hipismo foi registrada com estatutos criados, uma diretoria eleita e contatos feitos com a Federação Equestre Internacional (FEI) para a filiação da nova entidade. A integração do hipismo nacional tornou-se necessária devido ao crescente número de centros equestres no país e ao nível alcançado por seus praticantes.

Na época, a lei exigia a formação de federações estaduais para todos os esportes, com no mínimo três clubes. Essas federações deveriam se constituir em entidades estaduais que se subordinariam a uma confederação nacional, e estas, finalmente, a um órgão máximo denominado Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Em 19 de dezembro de 1941, a CBH - Confederação Brasileira de Hipismo - foi criada na cidade do Rio de Janeiro (RJ) com a iniciativa das Federações Paulista de Hipismo (FPH), Hípica Metropolitana (Rio) e Hípica Fluminense (Niterói), com o general Valentim Benício da Silva como o primeiro presidente da entidade.

A primeira participação do Brasil em uma competição no exterior foi no Chile em 1942. A CBH é atualmente o órgão máximo do esporte nacional e é responsável pela regulamentação, coordenação, promoção e fomento de oito esportes hípicos praticados no país: Adestramento, Atrelagem, Concurso Completo de Equitação, Enduro, Equitação Especial (Paraequestre), Rédeas, Volteio e Salto.

A CBH é responsável por esses esportes juntamente com a FEI e órgãos governamentais, além de formar equipes brasileiras que representam o país em competições internacionais, realizar campeonatos, seletivas e cursos, chancelar eventos promovidos por federações estaduais, e captar e administrar verbas junto a órgãos governamentais e ao COB - Comitê Olímpico Brasileiro.

Atualmente, 20 federações estaduais e a CDE - Comissão de Desportos do Exército - Vila Militar - Deodoro - Rio de Janeiro (RJ) respondem diretamente à CBH.

O Hipismo no Brasil vem crescendo a cada dia, com mais adeptos, eventos e premiações. E o mais importante é que o esporte vem sendo praticado com responsabilidade e respeito pelo bem-estar dos animais, que são peça chave na prática do Hipismo. Com uma bela história e um futuro promissor, o Hipismo é um esporte que encanta e inspira a superação de desafios.

(VEJA TAMBÉM:  Hípicas/Linha Direta (um tour pelas principais hípicas)

Compilado por RAFAEL LAURIANO

RAFAEL LAURIANO, responsável pelas nossas transmissões aprecia o hipismo há 22 anos, desde que se iniciou nos leilões.

Fontes:
https://chsa.com.br
https://shp.org.br
https://www.cbh.org.br

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